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01/09/2011

Avaí faz 3 a 2 e empurra Flamengo para a quinta partida sem vitória

Time catarinense joga melhor e sai da zona de rebaixamento. Ronaldinho faz dois, mas não evita queda do Rubro-Negro para a quarta posição

O Flamengo chegou à Ressacada na noite desta quarta-feira gabando-se da invencibilidade no ano em partidas fora do Rio de Janeiro. O Avaí respondeu com uma atuação dominadora e derrubou os cariocas por 3 a 2, pela 20ª rodada do Brasileirão.

Foi a segunda vitória consecutiva dos catarinenses (a anterior foi no clássico contra o Figueirense). O time pula para os 20 pontos e dorme fora da zona de rebaixamento, em 16º. A equipe agora torce para o Bahia perder para o América-MG nesta quinta, em Pituaçu, para não retornar ao Z-4 ainda nesta rodada. Mais do que o resultado, a torcida comemora a reação dos jogadores após a saída do técnico Alexandre Gallo. O substituto dele, Toninho Cecílio, assistiu ao duelo em um dos camarotes do estádio.

robinho avaí x flamengo (Foto: Agência Estado)

O segundo revés em todo o campeonato é o menor dos problemas do Flamengo. O time acumula cinco partidas sem vitória (três empates e duas derrotas), sofre com a queda brutal de rendimento de jogadores importantes como Léo Moura e Thiago Neves e vê concorrentes diretos na luta pelas primeiras posições, como Botafogo e Vasco, crescerem de rendimento.

Desta forma, se iniciou a rodada mirando a liderança, o Rubro-Negro termina em quarto lugar, com 36 pontos, a quatro do líder Corinthians. Nem os dois gols de Ronaldinho - um deles olímpico, literalmente parado na esquina - foram suficientes para aliviar a confusa atuação.

No próximo sábado, o Avaí enfrenta o Atlético-MG, às 18h (de Brasília), na Arena do Jacaré. Já o Flamengo encara o Bahia domingo, às 16h, no Engenhão. Ronaldinho não joga porque estará em Londres com a Seleção Brasileira.

Gol (irregular) relâmpago dos anfitriões

Antes dos três minutos o Avaí abriu um placar com um gol irregular. Romano recebeu na ponta esquerda 2,21m impedido e foi travado por Ronaldo Angelim. A bola sobrou e Robinho chutou seco no canto esquerdo de Felipe.

A rápida vantagem modificou a postura dos mandantes. O time recuou e passou a incomodar com a velocidade de Lincoln e Robinho. O Flamengo, por sua vez, sofreu com os passes errados no meio-campo e a insegurança da dupla de zaga Gustavo e Ronaldo Angelim. Antes dos 20 minutos, Luiz Antônio com um problema no antebraço esquerdo foi substituído por Negueba.

Sem jogar desde o dia 5 de maio, Rodrigo Alvim sintetizou em dois lances seguidos a dificuldade inicial do Flamengo tanto na frente quanto atrás. Primeiro, ele cruzou uma bola direto para fora. Na defesa, sem ninguém a incomodá-lo saiu jogando no peito de Lincoln. Sorte que Gustavo o salvou.

Se a defesa rubro-negra não parava o ataque adversário, Ronaldinho, Thiago Neves e cia não tiveram a mesma facilidade e encontraram uma barreira comandada pelo volante Diogo Mourão.

Quando a equipe visitante conseguiu furar o bloqueio, o árbitro interferiu de forma polêmica. Alvim cruzou e Deivid cabeceou no ângulo direito, mas Wilton Pereira assinalou um empurrão – duvidoso - no zagueiro Gustavo Bastos.

A genialidade de Ronaldinho, porém, foi preponderante para o Flamengo empatar. Aos 36, o camisa 10 cobrou escanteio fechado, Felipe tentou salvar, mas espalmou para as redes quando a bola estava dentro do gol. O lance lembrou bastante o gol de Petkovic contra o Atlético-MG, no Mineirão, no Brasileirão de 2009.

A igualdade fez mal ao Avaí. O time perdeu a confiança para tocar a bola e passou a cedê-la facilmente. Entretanto, até o fim da primeira metade, o rival não soube aproveitar o domínio territorial.

Lincoln e Rafael Coelho garantem a vitória
O posicionamento das duas equipes mudou no início do segundo tempo e o Avaí tomou conta da partida. As chances se multiplicaram. William chutou e o rosto de Rodrigo Alvim desviou para escanteio. Depois, Lincoln evitou Léo Moura sem dificuldade e chutou forte. Felipe espalmou. O goleiro fez outras boas defesas em finalização rasteira de Diogo Mourão, aos 11 minutos , e em cabeceio de Romano, logo depois.

O Rubro-Negro travou por causa da dependência de Ronaldinho, que permaneceu bem monitorado pelos jogadores avaianos. Depois de três jogos fora por causa de uma lesão na coxa, Thiago Neves voltou mal e não funcionou como alternativa ofensiva. Aos 21, Felipe novamente foi fundamental para salvar os cariocas. Gustavo Bastos cabeceou sozinho na área e o goleiro se esticou.

Mas a fragilidade nas bolas aéreas cobrou um preço alto ao Fla. Aos 24, Robinho levantou, Lincoln, de 1,75m, ganhou de Angelim (1,79m) e Gustavo (1,83m) e acertou o canto direito. Menos de cinco minutos depois, Rafael Coelho, que tinha acabado de entrar, ganhou com facilidade de Ronaldo Angelim, bateu cruzado no canto direito e fez o terceiro.

A torcida catarinense passou a gritar "olé" e só se irritou quando o árbitro deu cartão amarelo a William, o terceiro dele. Sem força ofensiva, o Flamengo passou a erguer bolas nas área. Em uma delas, aos 43, Jael ganhou aos trancos e barrancos e Ronaldinho empurrou diminuir: 3 a 2.

Fonte: GloboEsporte

Borges arrebenta, e Santos busca empate após levar 3 a 0 do Inter

Centroavante faz dois gols, dá passe para mais um e leva Santos ao renascimento no gramado do Beira-Rio: 3 a 3

O Beira-Rio foi palco de um renascimento daqueles raros no futebol. Sonolento, dando sinais de estar pouco interessado, o Santos acordou de um 3 a 0 contra para buscar, em menos de 20 minutos, empate por 3 a 3 contra o Inter. Borges foi impressionante. Fez dois gols e deu o passe para o outro, marcado por Alan Kardec.

O Inter vencia por 3 a 0. Parecia ter os três pontos no bolso. E quase foi derrotado. Bolívar, Leandro Damião e Oscar, de pênalti, fizeram os gols vermelhos, diante de uma torcida que passou da euforia à incredulidade.

A vitória derrubou o Inter para a décima colocação, com 38 pontos, a cinco do São Paulo, atual último classificado para a Libertadores. O Santos, com 23, é o 14º. Na próxima rodada, o Colorado visita o Ceará, e o Alvinegro recebe o Botafogo. Os dois jogos são no domingo.

Quando Nei dá chapéu em Neymar...

Em vez de dizer que o Inter foi uma enormidade superior ao Santos e fez 2 a 0 no primeiro tempo, bastaria afirmar que Nei deu um chapéu em Neymar. Nei, marcador, lateral do tipo batalhador, deu um chapéu no craque. Foi um resumo dos primeiros 45 minutos. Não foi um chapelão daqueles de tirar foto e colocar ao lado do verbete em dicionários ilustrados, mas foi um chapéu. De Nei. Em Neymar.

Foi uma inversão. Muito se espera de Neymar; de Nei, nem tanto. Mas o grande jogador do primeiro tempo foi o lateral-direito do Inter. Ele não errou nada. Nem uma raspa de lance. Nem uma vírgula. Nada, nada. Desarmou Neymar, desarmou Léo, grudou nos adversários feito gordura em louça acumulada há 15 dias na pia. E fez um cruzamento para gol – como (quase) sempre, de Damião.

Mas isso é assunto para depois. Porque antes, já superior em campo, o Colorado pulou na frente. O primeiro gol, a exemplo do segundo, foi resultado de jogada aérea. Elton pegou sobra de escanteio pela esquerda e mandou na cabeça de Bolívar. O zagueiro subiu bem e fez o gol.

A verdade é que o Santos jamais se encontrou em campo na etapa inicial. Ganso teve um ou outro lance de encaixe, mas parece sem e embocadura de antes da lesão – é preciso tempo, como bem lembrou Dorival Júnior, técnico do Inter, ao falar sobre seu ex-jogador. Neymar não teve vitória pessoal. Borges esteve sempre cercado por defensores. Quando uma bola sobrou para ele, Muriel saiu bem para abafar a conclusão.

O Inter foi mais sólido. Pareceu jogar com pernas mais firmes (e Nei foi a exemplificação máxima disso). Andrezinho esteve bem no meio, em um meio-termo entre a composição defensiva e a chegada ao ataque. Guiñazu correu como sempre corre. Kleber apareceu bem na esquerda. Até Dellatorre, apagado nos últimos jogos, mostrou bom rendimento.

E o time gaúcho tem Leandro Damião. E ter Leandro Damião significa ter gol. Nei, na ponta direita, colocou a bola na cabeça do centroavante, com a precisão dos matemáticos. O centroavante subiu para marcar seu 35º gol em 2011.

Santos renasce e empata

O Santos voltou menos dorminhoco no segundo tempo. Equilibrou o jogo, teve chances, incomodou – geralmente com Borges. Mas o Inter manteve sua força ofensiva. E fez o terceiro. Bolívar foi puxado dentro da área. A arbitragem marcou pênalti. Oscar bateu e fez. O 3 a 0 tinha toda a pinta de vitória certa.

Ledo engano. Do nada, o Santos resolveu jogar bola. E Borges foi decisivo no processo. Primeiro, de cabeça, aproveitou cruzamento da direita e deu vida ao time de Muricy Ramalho. Depois, foi o dono da assistência para Alan Kardec, ex-Inter, jogar combustível na partida.

A torcida colorada passou a ter calafrios, em meio à irritação pela anulação de gol de Elton, sob alegação de impedimento. E tinha toda a razão. Borges, destruidor, se livrou de metade do time vermelho e empatou. Golaço.

O Inter entrou em pânico. Correu o risco de perder. Neymar cresceu na partida e quase fez o quarto. Mas seguiu o empate, heróico para um Santos antes adormecido, lamentável para um Colorado antes acordado.

Fonte: GloboEsporte

Flu dá um bico na crise, vence no Morumbi e tira o São Paulo do G-4

Após três partidas, time de Abel Braga volta a ganhar no Brasileirão. Já a equipe de Adilson, pela primeira vez, deixou o grupo da Taça Libertadores

O São Paulo voltou a negar fogo dentro do estádio do Morumbi. Em sua décima apresentação dentro de casa, a equipe comandada por Adilson Batista não foi páreo para o Fluminense, que deu um banho tático, foi superior na grande maioria do tempo e mereceu amplamente a vitória por 2 a 1, botando fim a um incômodo jejum de três jogos sem vitórias no Campeonato Brasileiro. Já o Tricolor paulista, que perdeu pela terceira vez dentro de casa, vive uma situação inédita na competição: fechará uma rodada fora do G-4.

Os cariocas ganharam duas posições na tabela, subindo para a nona colocação, com 28 pontos. Já os paulistas, caíram para quinto, com 35. Os dois times voltarão a campo no próximo sábado. O Fluminense receberá a visita do Atlético-GO no Engenhão. Já o São Paulo buscará a reabilitação diante do Figueirense, em Florianopolis.

Fluminense domina primeiro tempo

Os primeiros 30 minutos podem ser definidos da seguinte maneira: um passeio do Fluminense sobre o São Paulo. Abel Braga mandou sua equipe no 3-5-2, com o volante Edinho fazendo o papel da sobra e apostando tudo nas suas três peças ofensivas (Lanzini, Ciro e Fred). No São Paulo, Adilson Batista montou o meio no 4-4-2, com dois volantes, Cícero atuando de maneira mais recuada e Rivaldo com mais liberdade para municiar Lucas e Dagoberto.

O Fluminense fez o que quis nos primeiros minutos. Aos seis, após toque de Fred, Marquinho só não marcou porque Rogério Ceni fez grande defesa com o pé esquerdo. Dois minutos depois, foi a vez de Lanzini ficar cara a cara com o camisa 1 são-paulino, mas Wellington foi preciso no corte e evitou o pior. No terceiro ataque, não teve jeito e Lanzini, após falha de Rhodolfo, bateu no ângulo e saiu para o abraço: 1 a 0 justíssimo no marcador.

Lanzini comemora gol do Fluminense contra o São Paulo (Foto: Agência Photocâmera)

O São Paulo não esboçava reação. Suas peças não funcionavam. A lateral direita não existia porque Marquinho bloqueava Jean. Na esquerda, Juan até apoiava o ataque, mas sofria com Mariano nas suas costas. Pelo meio, Marquinho acompanhava Casemiro, Diogo grudou em Cícero e Fernando Bob cercava Rivaldo. Com isso, Lucas e Dagoberto, sozinhos, tinham três rivais pela frente (Gum, Edinho e Leandro Euzébio) e pouco faziam. O domínio carioca foi tamanho que o time paulista só deu o primeiro chute aos 24, com Casemiro.

A partir dos 30, o domínio do Fluminense diminuiu porque o São Paulo resolveu se mexer em campo. Como Jean não subia pela direita, coube a João Filipe, em alguns lances, sair pela lateral. Isso, aos poucos, começou a desafogar o time. Rivaldo passou a ser referência no ataque e Dagoberto recuou. Aos 36, na primeira grande jogada, Dagoberto exigiu grande defesa de Diego Cavalieri. No minuto seguinte, Casemiro perdeu uma chance incrível. Antes do intervalo, o juiz Elmo Alves Resende errou ao não expulsar Juan, que deu um tapa na cara em Fred, que injustamente recebeu o cartão amarelo.

São Paulo cresce, Abel ajusta Flu, que marca e vence

Tentando arrumar o time, Adilson Batista mexeu no intervalo, sacando o apagadíssimo Rivaldo e colocando Willian José, que teve sua primeira chance após voltar do mundial sub-20 com a Seleção Brasileira. O time começou mais ligado e Lucas, aos sete, assustou em chute de fora da área. Logo depois, Jean, em jogada individual, quase empatou.

Percebendo o crescimento do São Paulo, Abel Braga agiu rapidamente. Primeiro, sacou o volante Fernando Bob para colocar o zagueiro Digão. O time passou a contar com três beques de ofício na defesa, para conter o jogo aéreo com Willian José, e Edinho foi para o meio-campo. Logo depois, Rafael Sobis entrou na vaga de Ciro para aproveitar os buracos que passaram a ser deixados pelo São Paulo na defesa. E foi justamente gaúcho que, após contra-ataque iniciado por Fred, fez 2 a 0.

O jogo estava decidido? Não. Aos 27, o juiz Elmo Alves Resende resolveu dar emoção ao jogo ao marcar pênalti inexistente de Leandro Euzébio em Dagoberto, que se jogou na área. Rogério Ceni bateu no meio do gol e diminuiu a desvantagem paulista. Adilson então partiu para suas duas últimas cartadas, com Cañete e Marlos nas vagas de Casemiro e Dagoberto. Só que tudo ficou ainda mais difícil quando Jean, aos 36, foi expulso corretamente após fazer falta em Souza. Fred ainda exigiu boa defesa de Rogério Ceni e depois o Flu soube controlar a posse de bola para garantir a justa vitória.

Do lado são-paulino, sobrou para o técnico Adilson Batista, que teve de escutar o coro:

- Burro, burro, burro, burro..

Fonte: GloboEsporte



31/08/2011

Eficiência a toda prova: Botafogo passa fácil pelo burocrático Palmeiras

Com gols de Herrera, Gustavo e Maicosuel, Alvinegro faz 3 a 1, no Engenhão, e sobe para a terceira colocação, na frente do Fla nos critérios de desempate

O Botafogo não tomou conhecimento do Palmeiras nesta quarta-feira, no Engenhão, vencendo por 3 a 1, com gols de Herrera, Gustavo e Maicosuel - Marcos Assunção descontou, em partida válida pela 20ª rodada do Campeonato Brasileiro. Organizado, veloz e muito eficiente nas finalizações, o time de Caio Júnior emplacou a terceira vitória seguida contra um Palmeiras que vinha animado da vitória no clássico contra o Corinthians, mas mostrou muito pouco no Rio.

Com o resultado diante de 8.352 pagantes (renda de R$ 123.860,00), o alvinegro chega aos 37 pontos e sobe para a terceira colocação, na frente do Flamengo, enquanto o alviverde permanece com 32, em 6º.

Na próxima rodada, o Palmeiras tem pela frente o Cruzeiro, domingo, no Pacaembu. O Botafogo enfrentaria o Santos no final de semana, mas o jogo foi adiado. Por isso, volta a campo apenas na quarta-feira da semana que vem, contra o Ceará, no Engenhão.

Gustavo comemora gol do Botafogo contra o Palmeiras (Foto: Jorge Wiliam / Agência O Globo)

O primeiro tempo foi a comprovação da boa fase do Botafogo. Com os dois meias - Elkeson e Maicosuel - jogando abertos, e trocas de posição sucessivas, o time de Caio Júnior confundia o Palmeiras, que pecou ao jogar muito recuado. O gol não demorou a sair. Logo aos três minutos, Renato cobrou escanteio, a defesa paulista não se entendeu e Herrera apareceu livre para abrir o placar: 1 a 0.

Liderado por Elkeson, que jogava em velocidade, o Botafogo deixava o Palmeiras acuado. O time de Felipão sentia a falta de criatividade no meio de campo e ameaçava muito pouco. As poucas chances aconteciam em chutes de longa distância, todas para fora. Numa das tentativas, Marcos Assunção bateu muito forte e a bola explodiu no rosto de Gustavo.

Tonto, o zagueiro voltou ao jogo e a ‘carimbada’ deu sorte. Aos 22 minutos, Renato cruzou da direita, a zaga do Palmeiras voltou a falhar e Gustavo, na pequena área, só teve o trabalho de completar para o gol: 2 a 0. Talvez pelo efeito da bolada recebida, o zagueiro primeiramente decidiu não comemorar, mas logo saiu em disparada festejando com os companheiros numa cena inusitada.

Herrera comemora gol do Botafogo contra o Palmeiras (Foto: Jorge Wiliam / Agência O Globo)

O Palmeiras voltou para o segundo tempo decido a atacar mais, mas a falta de qualidade no meio era nítida. Satisfeito com o resultado, o Botafogo diminuiu o ritmo, recuou um pouco e passou a explorar os contra-ataques. A estratégia deu muito certo aos 17 minutos. O participativo Elkeson desarmou Cicinho na lateral da defesa alvinegra e lançou Maicosuel, que entortou Leandro Amaro e bateu firme na saída de Deola: 3 a 0.

Em grande desvantagem no placar, o Palmeiras ainda reclamou de um pênalti não marcado em João Vitor, travado por Cortês, aos 38 minutos. Nesta altura, o desânimo já tomava conta da equipe paulista, contrastando com o relaxamento alvinegro. A torcida aproveitou para gritar 'olé' a cada troca de passes para comemorar, mas ainda deu tempo para Marcos Assunção cobrar falta de muito longe, a bola desviar na defesa e enganar Jefferson. Final: 3 a 1.

Fonte: GloboEsporte

Coração de líder: Corinthians segura o Grêmio, vence e respira aliviado

Clube paulista faz homenagem a Ricardo Gomes, técnico do Vasco, e contesta expulsões; time gaúcho reclama de pênalti para o dono da casa

O Corinthians vai comemorar seu 101º aniversário aliviado nesta quinta-feira - ganhou até canção de parabéns da torcida. Depois de duas derrotas consecutivas, o Timão reagiu ao vencer o Grêmio por 3 a 2, nesta quarta, no Pacaembu, e manteve a liderança do Campeonato Brasileiro pela 14ª rodada consecutiva. Pior para os gaúchos, que não conseguem se livrar do fantasma do rebaixamento para a Série B.

Ramon comemora gol do Corinthians contra o Grêmio (Foto: Ag. Estado)

O Grêmio, aliás, deixa São Paulo reclamando de um polêmico pênalti marcado pelo árbitro André Luiz de Freitas Castro (GO) de Adilson em Emerson no primeiro tempo. Os paulistas também esbravejaram bastante pelas expulsões do atacante Liedson, por cometer faltas em Fábio Rochemback e Edcarlos, e Edenílson, por atrasar o reinício do jogo. A equipe passou boa parte do segundo tempo sem dois atletas, mas mesmo assim segurou a pressão gremista.

A derrota não acaba com a instabilidade do Grêmio na competição e mantém o clube de Porto Alegre com apenas 21 pontos, entre os últimos colocados. Na próxima rodada, recebe o Atlético-PR, domingo, às 16h, no estádio Olímpico.

O triunfo faz o Corinthians respirar em meio a uma semana tumultuada, com direito a derrota para o arquirrival Palmeiras e muita cobrança da torcida. Agora, o Timão soma 40 pontos, ainda em primeiro. No domingo, pega o Coritiba, às 16h, no Couto Pereira. No duelo desta quarta-feira no Pacaembu, 15.468 pagantes geraram uma renda de R$ 439.924,00.

Apesar de toda pressão que o cercava, o Corinthians prestou solidariedade ao técnico Ricardo Gomes, do Vasco. Todos os atletas foram a campo com a mensagem “#FORÇARICARDOGOMES” na parte de trás do uniforme. O treinador teve um acidente vascular cerebral (AVC) durante o segundo tempo do clássico contra o Flamengo, domingo passado, no Engenhão, e segue internado.

Pênalti para o Timão; Grêmio iguala

A alteração tática proposta por Tite, trocando um atacante por um volante, deu maior movimentação e força para o Corinthians sufocar. O Timão criou bastante, controlou praticamente todo o primeiro tempo diante de um Grêmio cauteloso, mas faltou um pouco de capricho nas finalizações. Detalhe que sobrou para os gaúchos não ficarem atrás no placar.

Aberto pelo lado direito, o volante Edenílson formou com Alessandro a grande arma ofensiva do Alvinegro na etapa inicial. De lá, partiu o cruzamento para o lance mais polêmico do jogo, aos 16 minutos. Emerson disputou a bola com Adilson e caiu na área. O árbitro André Luiz de Freitas Castro (GO) marcou pênalti. Chicão fez 1 a 0 e, na comemoração, correu ao banco de reservas para abraçar Jorge Henrique, barrado pelo treinador.

O posicionamento adiantado de seus jogadores permitiu que o Corinthians segurasse a bola no campo de ataque e criasse mais oportunidades. Victor fez um milagre em chute de Alessandro que desviou na zaga. Mesmo sentado no gramado, o goleiro evitou com um soco que a bola o encobrisse. Ele voltou a aparecer em finalização cara a cara de Liedson.

Ao melhor estilo Celso Roth, o Grêmio mostrou suas armas para empatar. O Tricolor gaúcho se arriscou pouco, mas foi eficiente. O goleiro corintiano fez duas ótimas defesas espalmando uma bomba de Julio Cesar e parando Escudero sem marcação na área. A igualdade veio aos 40. Douglas, que já havia marcado outras duas vezes contra seu ex-clube, acertou uma linda cobrança de falta no ângulo direito da meta. Impossível pegar!

Expulsões, emoção e vitória do Corinthians

O Corinthians voltou para o segundo tempo com a mesma proposta de tentar encurralar o Grêmio nos primeiros minutos. A opção, porém, caiu por terra rapidamente. O Tricolor gaúcho encontrou espaços na marcação adversária e controlou a partida. Douglas quase fez o segundo com um belo chute de longe defendido por Julio Cesar. Vilson também perdeu boa chance furando uma cabeçada dentro da pequena área.

Com Danilo mal em campo, Tite apostou em Jorge Henrique para reagir. Não houve tempo para a alteração mostrar sua força. Aos 19, os paulistas recuperaram a vantagem. Paulinho roubou a bola de Fernando e disparou para a área para bater forte, no canto esquerdo de Victor. Empolgado, o Timão chegou ao terceiro dois minutos depois, com Ramon aproveitando confusão na área.

O jogo que parecia caminhar para um final tranquilo pegou fogo. O Grêmio respondeu logo em seguida. André Lima, aos 28, fez de cabeça e esquentou novamente a partida. Para piorar a situação do Corinthians, Liedson foi expulso por cometer duas faltas consecutivas em Fábio Rochemback e Edcarlos. Em seguida, Edenílson recebeu cartão vermelho por fazer “cera” - ele já tinha um amarelo e levou o segundo.

Os minutos finais ficaram dramáticos. O Grêmio foi para cima, mas não teve pernas para criar grandes chances. Ao Corinthians coube se defender de qualquer maneira. Julio Cesar, bastante exigido, brilhou. Empurrado pela torcida, o Timão não deu espaços, se fechou e recuperou a paz por mais alguns dias.

Fonte: GloboEsporte



Figueira se aproveita do remendado Cruzeiro e vence fora de casa por 4 a 2

Júlio César, duas vezes, Elias e Wellington Nem marcam para os visitantes. Charles anota dois e evita humilhação maior para a Raposa no Ipatingão

O Figueirense mostrou que gosta mesmo de jogar em Ipatinga. Após vencer o Atlético-MG por 2 a 1, o time catarinense se aproveitou dos inúmeros desfalques do Cruzeiro, se impôs e venceu por 4 a 2. O time de Joel até que pressionou nos minutos iniciais, mas foi questão de tempo para os comandados de Jorginho controlarem o jogo. Na etapa inicial, Júlio César e Elias marcaram. O gol de Charles deu um certo alento ao torcedor, mas nos 45 minutos finais, o Figueirense tocou como quis e marcou mais dois, com Wellington Nem e Júlio César. Charles voltou a marcar e diminuiu o prejuízo diante da exigente torcida do Vale do Aço.

Com o resultado, o time de Florianópolis chegou aos 29 pontos e deixou a Raposa para trás, com 27. Agora, o Figueirense se prepara para encarar o São Paulo, sábado, às 18h (de Brasília), no Estádio Orlando Scarpelli. Já o Cruzeiro joga domingo contra o Palmeiras, às 16h, no Pacaembu.

Pressão sem efeito

Antes de a bola rolar, muitas mascotes do time da casa fizeram um corredor no gramado para receber a equipe. E na entrada em campo, os jogadores do Cruzeiro mostraram solidariedade ao técnico do Vasco, Ricardo Gomes, que sofreu um acidente vascular cerebral (AVC) no último domingo. Com uma faixa, eles mostraram apoio e torcida pela recuperação do técnico vascaíno.

Com a bola rolando, o Cruzeiro foi para cima do Figueirense no início e fez grande pressão. Nem parecia que Joel Santana tinha um total de nove desfalques, contando com o atacante Wallyson, que só joga no ano que vem.

julio cesar figueirense x ceará (Foto: Agência Estado)

A primeira chegada veio após falta sofrida por Roger. Ele mesmo mandou para a área, Wilson saiu de forma bisonha, socou mal, e viu a bola cair nos pés de Léo. Ele deu uma virada bonita, mas só carimbou o poste esquerdo do goleiro.

E não demorou para o time da casa chegar novamente pela esquerda do ataque. Após boa troca de passes, Everton invadiu a área e conseguiu a finalização perigosa, mas para fora.

Organização e rápido contragolpe: marcas do Figueira

A pressão inicial deu espaço para um jogo sonolento, com o Figueira passando a controlar o meio-campo, até que aos 28 minutos o gol saiu. Wellington Nem fez boa jogada pela direita, e cruzou rasteiro. Júlio César bateu longe do alcance de Rafael. O gol não desanimou a torcida do Cruzeiro, que cantou em apoio ao time nos minutos seguintes.

Mas aos 34, a torcida perdeu a paciência e cobrou raça após o segundo gol dos visitantes. Em jogada pela direita, Maincon bateu cruzado. Rafael salvou, mas na sobra, Elias puxou para a perna esquerda e da meia lua executou o goleiro.

O jogo, a esta altura, era embalado pela torcida, que para apoiar ou cobrar os donos da casa, participava muito. E neste embalo, Charles diminuiu e colocou mais lenha na fogueira. Ele recebeu dentro da área em jogada pela direita e chutou cruzado. A bola ainda bateu na trave de Wilson antes de entrar.

Em desvantagem, recheado de estreantes e improvisações, o time de Joel tentava atacar, mas nos contragolpes os visitantes mostravam que podiam acabar com o jogo a qualquer momento. O fim do primeiro tempo foi bom para o Cruzeiro, que escapou de levar o terceiro gol.

Passeio no Vale do Aço

Se a situação de Joel não era fácil antes de a bola rolar, em desvantagem tudo piorou. E nem o intervalo adiantou para o técnico resolver alguma coisa. Logo no início, Wellington Nem ganhou de Léo pela esquerda, engatou a quinta marcha e deu um lindo toque na saída de Rafael: 3 a 1 e amplo domínio do alvinegro.

Se já era bom para o visitante, ficou ainda melhor. Júlio César e Wellington Nem tocaram como se fosse um treino na entrada da área, e o camisa 99 bateu para ampliar. O time ainda comemorava, quando Charles fez seu segundo no jogo após bater forte em bola recebida de Fabrício: 4 a 2.

A partir daí, o Figueirense passou a valorizar a posse de bola, enquanto a Raposa ia no desespero para cima, sem organizaão. Àquela altura, o atacante Bobô já fazia sua estreia com a camisa celeste.

Com o placar garantido, até mesmo pela falta de poder de reação do adversário, os comandados de Jorginho esperaram o tempo passar para comemorar mais uma vitória fora de casa no Brasileirão. E para o Cruzeiro, muitas vaias após o apito final.

Fonte: GloboEsporte



De pênalti chorado, Galo faz 1 a 0 no Furacão e vence após sete rodadas

Em jogo de raras chances, Atlético-MG vence com gol de Mancini, passa o Atlético-PR na tabela de classificação e sobe para o 18° lugar

As alterações do técnico Cuca, a velocidade do incansável Magno Alves e a sorte de Mancini foram determinantes para a vitória do Atlético-MG sobre o Atlético-PR por 1 a 0, na noite desta quarta-feira, na Arena da Baixada, pela 20ª rodada do Campeonato Brasileiro. Aos 23 minutos do segundo tempo, Magno Alves, que tinha entrado um pouco antes, recebeu e foi derrubado na área. Pênalti que Mancini cobrou. Renan Rocha fez a defesa parcial, a bola bateu na trave, no goleiro e entrou.

Com o resultado, o Galo quebra uma sequência de sete rodadas sem vitória. O último triunfo tinha sido contra o Fluminense, pela 13ª rodada. Com isso, o clube mineiro ultrapassa o próprio Furacão na tabela de classificação. Agora, é o 18° colocado, com 18 pontos em 20 jogos. O Atlético-PR permanece com 18 e cai para a vice-lanterna. O jogo desta quarta teve público de 11.823 pagantes (12.918 no total) e renda de R$ 139.390,00.

Wagner Diniz do Atlético-PR no jogo contra o Atlético-MG (Foto: Ag. Estado)

Raras chances; nenhum gol

O Atlético-PR entrou com três mudanças em relação ao empate com o Coritiba, no último sábado. Wagner Diniz, Gustavo Araújo e Pablo substituíram Edílson, Manoel e Edigar Junio. Com as alterações, o Rubro-Negro demorou a se encontrar: errava passes curtos, abusava da ligação direta entre defesa e ataque e praticamente não passava do meio-campo.

Com isso, antes dos 20 minutos, o Galo teve o domínio jogo. A equipe de Cuca, porém, apenas rondava a área adversária, sem ameaçar. Isso até uma falha de Diniz, que não afastou o perigo. A bola sobrou para André, que finalizou para defesa parcial de Renan Rocha. Na sobra, Gustavo conseguiu chegar a tempo e salvou em cima da linha.

Quando as primeiras vaias da torcida mandante apareceram, o Furacão cresceu. Após cobrança de falta lateral, Cléber Santana ajeitou para o estreante Pablo, que finalizou para a primeira defesa de Renan Ribeiro. O camisa 9 teve outra chance após cruzamento de Paulinho, mas cabeceou por cima do gol. Nos últimos 20 minutos da etapa inicial, o Atlético-PR não ameaçou mais. Já o Galo teve uma chance, com André. O camisa 90 recebeu na esquerda e bateu rasteiro, para intervenção de Renan Rocha.

O primeiro tempo foi um resumo da situação das equipes no Brasileirão. O Atlético-PR, até então dono do pior ataque do campeonato, teve apenas dois lances de perigo. Já o Atlético-MG, que somava sete partidas seguidas sem vencer pela competição, não soube aproveitar as também raras chances que teve.

Pênalti decisivo

O segundo tempo, pelo menos em emoção, começou melhor que o primeiro, mas nada de concreto. Marcinho chutou da entrada da área para defesa de Renan Ribeiro. O Atlético-MG respondeu com Bernard e Richarlyson, que bateram para fora. Para tentar mudar o panorama, Cuca trocou Neto Berola, que sentiu dores, por Magno Alves. Renato Gaúcho respondeu com Victor Sandes no lugar de Madson.

As alterações fizeram bem para o jogo. O Furacão quase abriu o placar com Marcinho, que recebeu passe de calcanhar de Pablo e chutou perto do gol adversário. O Galo respondeu em dose tripla. No mesmo lance, Bernard obrigou Renan Rocha a uma boa defesa. No rebote, Magno Alves bateu mal e a bola sobrou para André, que chutou por cima. Aos 24, o lance que definiu o jogo. Magno Alves entrou em velocidade na área e foi calçado por Wagner Diniz. Pênalti que Mancini cobrou. Gol mais que chorado. Renan Rocha resvalou na bola, que ainda tocou no poste esquerdo, de volta no goleiro e entrou. Ufa, Galo!

O Rubro-Negro, ainda mais pressionado pela torcida, partiu em busca do gol de empate. Rodriguinho, que entrou no lugar de Kleberson, chutou no canto, mas Renan Ribeiro defendeu. Na cobrança do escanteio, Gustavo cabeceou por cima. Pablo também tentou, sem sucesso. Não dava tempo para mais nada. Vitória mineira. E protestos da torcida rubro-negra, que vaiou o time e pediu a saída do presidente do clube, Marcos Malucelli.

Os times voltam a campo no fim de semana. No sábado, às 18h (horário de Brasília), o Atlético-MG recebe o Avaí na Arena do Jacaré, em Sete Lagoas-MG. No domingo, às 16h, o Atlético-PR visita o Grêmio no Estádio Olímpico.

Fonte: GloboEsporte



Para Ricardo Gomes: Vasco vence Ceará por 3 a 1 e encosta na liderança

Elton e Eder Luis marcam após Alecsandro e Juninho Pernambucano deixarem o campo com dores na coxa e indisposição, respectivamente

A energia vinha das arquibancadas e do gramado antes mesmo do apito inicial para Vasco e Ceará. Em forma de gritos da torcida, faixas erguidas pelos jogadores ou no círculo de oração formado pelos dois times no centro do campo, o pensamento ainda não passava por vitória ou derrota. Naquele momento, só importava dar força para o técnico cruz-maltino Ricardo Gomes, que sofreu um acidente vascular cerebral (AVC) no último domingo. No dia em que os médicos decidiram tirar a sedação do treinador e ele abriu os olhos, o triunfo não poderia ser de outro lado: 3 a 1 para o time da Colina, para a alegria dos 5.428 torcedores que foram apoiar a equipe e gritar o nome do treinador em São Januário.

VASCO X CEARÁ faixa ricardo gomes (Foto: André Durão/Globoesporte.com)

O resultado poderia ter levado o Vasco à liderança do campeonato. Porém, a vitória do Corinthians por 3 a 2 sobre o Grêmio fez com o que o Timão permanecesse em primeiro lugar. Com 38 pontos, o Cruz-maltino está na segunda posição, mas ainda pode ser ultrapassado por Flamengo e São Paulo, que jogam na noite desta quarta-feira.

A derrota manteve o Ceará na 13ª colocação. No entanto, vitória do Santos sobre o Internacional pode levar o Vozão a perder uma posição na tabela.

Na 21ª rodada, o Vasco vai a Minas Gerais para enfrentar o América-MG, no domingo, às 16h, na Arena do Jacaré. No mesmo dia, às 18h, o Ceará receberá o Internacional no Presidente Vargas.

Vasco abusa de perder gols

A energia positiva em São Januário parecia ser o combustível do Vasco em campo. Mais dispostos a atacar, os donos da casa usaram todo o campo para dar trabalho à defesa do Ceará. Fosse com Eder Luis, Diego Souza ou Alecsandro, a bola estava sempre perto da área dos visitantes.

Os três, porém, abusaram do direito de perder gols no primeiro tempo. Em dois lances antes dos cinco minutos de jogo, Alecsandro deixou a bola passar para Eder Luis sair de frente para o gol e... chutar para fora. Em seguida, Eder acelerou pela direita, cruzou para a área e encontrou a cabeça de Alecsandro. Mas o goleiro Diego fez boa defesa.

Do outro lado, o Ceará jogava no contra-ataque. E Osvaldo aproveitava as falhas de marcação de Allan, lateral-direito reserva que substituiu Fagner, suspenso com terceiro cartão amarelo. A facilidade do atacante do Vozão era tanta que Dedé precisou mudar sua posição em campo para ajudar sempre que o adversário aparecia mais perto da área.

A principal jogada de Osvaldo, porém, terminou aos 16 do primeiro tempo, quando Marcelo Nicácio, para quem o atacante cruzava, saiu de campo com dores na coxa. Washington entrou em seu lugar, sem a mesma eficiência.

A partir de então, só deu Vasco, com boa participação de Márcio Careca, lateral-esquerdo que substituiu Jumar, também suspenso. Mas nem os bons cruzamentos, nem as cobranças de faltas de Juninho Pernambucano acharam quem pudesse balançar as redes. Mais uma vez, o ataque cruz-maltino errou muito na pontaria, com bolas para fora ou em cima do goleiro. Aos 41, Alecsandro fez sinal para o banco, e Cristóvão Borges, técnico interino, chamou Elton e Bernardo para o aquecimento. Sinal de mudança para um ataque ineficiente na etapa inicial.

Trocas eficientes no intervalo

Com dores no adutor da coxa esquerda, Alecsandro não voltou para o segundo tempo, assim como Juninho Pernambucano, que sentiu uma indisposição. Entraram Elton e Felippe Bastos. E o atacante precisou apenas de seis minutos para marcar o primeiro gol do Vasco. Após bela jogada de Eder Luis - que acelerou pela direita, driblou dois marcadores e cruzou para o meio da pequena área - Elton se antecipou à marcação e abriu o placar.

A partir daí, tudo ficou mais fácil para o Vasco. Após Thiago Humberto cobrar falta para o Ceará, Diego Souza puxou o contra-ataque e lançou Márcio Careca. Sem ser incomodado pela marcação do Ceará, o lateral cruzou para Eder Luis, que, também sozinho, recebeu na entrada da pequena área para chutar de primeira e anotar o segundo gol cruz-maltino aos 16.

O Ceará de Vagner Mancini parecia não se preocupar com as jogadas em velocidade dos donos da casa e não mudou a marcação. Mas, em um momento, deu sorte. Renato Silva recuou para Fernando Prass, que tentou driblar Osvaldo na grande área e perdeu a bola. Melhor para Washington, que aproveitou a lambança e marcou sem goleiro. Cabeça baixa para o capitão, um dos mais abalados com o que aconteceu com Ricardo Gomes nos últimos dias.

Mas o Vasco não deixou seu líder em campo ficar cabisbaixo por muito tempo. Allan, que melhorou no segundo tempo, recebeu na lateral direita, avançou e passou para Fellipe Bastos chutar rasteiro para complemento de Elton. Em dois minutos, o Gigante da Colina já estava com dois gols de vantagem novamente.

Mancini, então, tirou Michel e Patrick para dar lugar a Edmílson e Felipe Azevedo, respectivamente. Thiago Humberto chegou a ter uma chance de diminuir, mas Prass saiu bem do gol para se redimir da falha no primeiro gol.

E o panorama não mudou. O Vasco continuou impondo seu ritmo e teve até gol anulado aos 44, após o assistente marcar impedimento no cruzamento de Allan para Bernardo, que havia entrado um minuto antes na vaga de Diego Souza. Para o time que disse que gostaria de dar boas notícias a Ricardo Gomes quando ele acordasse, a primeira já chegou.

Fonte: GloboEsporte

30/08/2011

Pressionado, Timão recebe o Grêmio na véspera do 101º aniversário

Liderança não abafa clima pesado no Corinthians, que enfrenta um Tricolor gaúcho renovado após vitória no Gre-Nal

Prestes a completar o 101º aniversário e líder do Brasileirão, o Corinthians não está em clima de festa para o confronto com o Grêmio, nesta quarta-feira, às 18h, no Pacaembu, pela 20ª rodada.

A derrota por 2 a 1 no clássico com o Palmeiras, no último domingo, foi mais um tropeço da equipe, que conquistou apenas 33,3% dos pontos nas últimas nove partidas (duas vitórias, três empates e quatro reveses) e viu o Flamengo se aproximar e ficar a só um ponto (37 a 36) da ponta da tabela de classificação.

Embora assopre velinhas na quinta, no dia anterior o Timão entrará em campo pressionado pela torcida e diretoria. Na última segunda-feira, Andrés Sanchez convocou Tite e a cúpula alvinegra para uma reunião no Parque São Jorge. Em pauta estiveram a queda de rendimento na competição e uma projeção e cobrança pelo penta brasileiro.

O treinador tem três desfalques para a partida: Leandro Castán, suspenso pelo terceiro cartão amarelo, Fábio Santos, que se recupera de cirurgia no ombro esquerdo e Alex, vetado pelo derpatamento médico por causa de dores no músculo adutor da coxa direita. Paulo André deve entrar na zaga, ao lado de Chicão, Ramon seguirá na lateral esquerda, e Emerson permanecerá no ataque. A escolha pelo Sheik, aliás, já havia sido feita antes de Alex ficar fora do Dérbi devido às dores.

No último treino antes do jogo, na tarde desta terça, o comandante promoveu a entrada de Edenilson no lugar de Jorge Henrique. Além desta alteração, o técnico mudou o esquema tático, do 4-2-3-1 para o 4-4-2 (veja provável escalação abaixo).

TRICOLOR GAÚCHO RENOVADO

A desconfiança rondava o Olímpico após duas derrotas seguidas e a proximidade com a zona do rebaixamento. Mas com a vitória no Gre-Nal do último domingo, o clima mudou por completo no Grêmio. Renovado, o Tricolor enfrenta o Corinthians com o desejo de superar outro favorito e se afastar ainda mais das últimas posições. Atualmente, os comandados de Celso Roth ocupam a 15ª posição, com 21 pontos.

Satisfeito com a atuação dos seus comandados no clássico, Celso Roth não realizaria qualquer mudança na equipe para o confronto diante do líder do Brasileirão. Mas Roth não terá o zagueiro Mário Fernandes, que atuou como lateral-direiro contra o Inter, à sua disposição, já que o mesmo cumprirá suspensão automática. O seu substituto será Spessato, uma vez que Gabriel ainda se recupera de dores no tornozelo direito. Os volantes Gilberto Silva e Willian Magrão também serão desfalques. O primeiro ainda se recupera de dores musculares, enquanto que o segundo sofreu uma lesão no ligamento medial colateral do joelho esquerdo.

Outra mudança que não estava prevista pode acontecer no meio de campo gremista. Muito elogiado por Roth após o Gre-Nal, o argentino Escudero viajou com a delegação para São Paulo, mas é dúvida para a partida desta quarta. Na manhã desta terça, no último treino do Grêmio em solo gaúcho, o apoiador sentiu dores no tornozelo esquerdo e será avaliado momentos antes do jogo pelo departamento médico do clube. Caso não tenha condições de jogo, o atacante Leandro será titular e atuará mais recuado.

Destaques no Gre-Nal ao não proporcionarem uma chance de gol sequer ao atacante Leandro Damião, o artilheiro do Brasil em 2011 com 34 gols em 42 partidas, a dupla de zaga formada por Saimon e Vilson será mantida, mesmo com o retorno de Rafael Marques, que cumpriu suspensão automática, assim como o volante Adilson.

FICHA TÉCNICA:

CORINTHIANS X GRÊMIO

Estádio: Pacaembu, São Paulo (SP)
Data/hora: 31/8/2011 - 18h (de Brasília)
Árbitro: André Luiz de Freitas Castro
Auxiliares: Marrubson Melo Freitas e Fabio Pereira

CORINTHIANS: Julio Cesar; Alessandro, Chicão, Paulo André e Ramon; Ralf, Edenilson, Paulinho e Danilo; Emerson e Liedson. Técnico: Tite.

GRÊMIO: Victor; Spessato, Saimon, Vilson e Julio Cesar; Fábio Rochemback, Fernando, Marquinhos, Douglas e Escudero (Leandro); André Lima. Técnico: Celso Roth.

Fonte: LanceNet


Por objetivos em comum, Botafogo recebe o Palmeiras

Quinto contra o sexto colocado, se encaram nesta quarta-feira, no Engenhão, sonhando com as primeira colocações

Um jogo de 'seis pontos'. Assim pode ser definido a partida entre Botafogo e Palmeiras, nesta quarta-feira, às 21h50. no Engenhão. Em quinto lugar, com 34 pontos, os cariocas recebem os paulistas, que aparecem na sexta colocação, com 32 pontos, brigando por uma posição na zona de classificação para a Copa Libertadores do ano que vem.

A importância do confronto, que abre o returno é muito grande. Para o Botafogo, uma vitória, dependendo da combinação de resultados, pode deixar o Glorioso na liderança da competição. Já para o Palmeiras, a vitória coloca o Verdão entre os cinco primeiros e na zona de classificação para a Libertadores, já que o Vasco garantindo na competição está em quarto lugar. Além disso, se os rivais tropeçarem, a diferença do Palmeiras para o líder pode cair para dois pontos.

BOTAFOGO QUASE COMPLETO

Para este jogo, o Alvinegro vai com o que tem de melhor. Apenas o zagueiro Antônio Carlos, com uma lesão na coxa esquerda, é o desfalque. Em contrapartida, o apoiador Everton e o atacante Caio, recuperados de suas respectivas lesões devem ficar no banco de reservas. Para a vaga de Antônio Carlos, Gustavo será seu substituto.

Sabendo das dificuldades da partida, o técnico Caio Junior pediu para o time tomar cuidade com as jogadas ensaiadas do adversário, em especial as de bola parada com Marcos Assunção.

- O Palmeiras tem uma caracteristica especifica: bom poder de marcação e os numeros mostram que a bola parada do Marcos Assunção é muito forte. Preocupa a todos os adversarios. Independente dos desfalques devemos ter cuidado - afirmou, falando em seguida sobre a ausência de Antônio Carlos:

- Antônio Carlos fará muita falta, claro, mas a importancia que vai pesar é ter jogadores do mesmo nivel na posição. No caso, o Gustavo - completou.

PALMEIRAS VEM EMPOLGADO COM VITÓRIA NO CLÁSSICO

A vitória no clássico contra o Corinthians, no último domingo, por 2 a 1, além de recolocar o Palmeiras na briga por uma vaga na Libertadores, deu o ânimo necessário para o Verdão começar o segundo turno do Brasileiro embalado. Com 32 pontos, o time é o sexto colocado na tabela, dois pontos atrás do próprio Botafogo.

Mas se a vitória sobre o maior rival encerrou a sequência de cinco jogos sem vencer na competição, os problemas são vários para a partida desta quarta-feira. Punido pelo STJD, nem mesmo o próprio técnico Luiz Felipe Scolari poderá estar em campo, já que cumpre o segundo e último jogo de suspensão. Flávio Murtosa, mais uma vez, ficará no banco.

Suspenso, o atacante Luan, peça chave no esquema tático da equipe, não poderá jogar. Além dele, Valdivia foi convocado para a Seleção Chilena e será desfalque por duas rodadas. Por outro lado, o lateral-direito Cicinho volta de suspensão. Assim, o 4-3-3 habitual será abandonado, e o time deve jogar com três volantes. Maikon Leite, lesionado, não joga.

No treino desta terça-feira, mais dois desfalques de última hora complicam ainda mais a vida do treinador. O atacante Kleber, com dores musculares, ficou realizando tratamento. O zagueiro Thiago Heleno está com amigdalite e também não treinou. Os dois, porém, devem ser relacionados para o duelo contra o os cariocas. O goleiro Marcos será poupado e Deola começa jogando.

- Se ganhar do Botafogo, o Palmeiras entra na briga sim. Temos de lutar primeiro para estar entre os quatro, para depois dar um passo mais a frente. Assim vamos fazer até o fim do ano - declarou Felipão.

FICHA TÉCNICA:
BOTAFOGO X PALMEIRAS

Estádio: Engenhão, Rio de Janeiro (RJ)
Data/hora: 31/8/2011 - 21h50 (de Brasília)
Árbitro: Francisco Carlos Nascimento (AL)
Auxiliares: Erich Bandeira (Fifa/PR) e Alessandro Rocha Matos (Fifa/BA)

BOTAFOGO: Jefferson, Lucas, Gustavo, Fábio Ferreira e Cortês; Marcelo Mattos, Renato, Maicosuel e Elkeson; Herrera e Loco Abreu. Técnico: Caio Junior.

PALMEIRAS: Deola, Cicinho, Henrique, Thiago Heleno (Maurício Ramos) e Gabriel Silva; Chico, Marcos Assunção, Márcio Araújo e Tinga; Kleber (Vinícius) e Fernandão. Técnico: Luiz Felipe Scolari

Fonte: LanceNet


Internacional recebe Santos para duelo de campeões


Clube gaúcho venceu a Recopa Sul-americana e o Alvinegro é o atual campeão da Copa Libertadores

O Beira-Rio verá nesta quarta-feira, às 21h50, um legítimo duelo entre campeões. O Internacional, atual campeão da Recopa Sul-Americana, recebe o Santos, atual campeão da Libertadores, em partida válida pela 20ª rodada do Campeonato Brasileiro.

''Campeão de Tudo'', o Internacional terá, diante do Santos, a oportunidade ideal para se recuperar do revés no Gre-Nal do último domingo e dar continuidade à missão de chegar ao topo da tabela e conquistar um título nacional após 19 anos de jejum. Oitavo colocado, com 27 pontos, o Inter está dez pontos atrás do líder Corinthians.

- Está tudo em aberto. O Brasileirão ainda está em aberto. Já vimos outra situação rodada a rodada em que equipes deram um sprint final e chegaram ao título. O que vai nos mostrar são essas dez primeiras rodadas, que serão decisivas para o nosso rumo no campeonato - disse o técnico Dorival Júnior em entrevista coletiva após o treino da tarde desta terça-feira.

Mesmo com o insucesso no clássico, Dorival não realizou mudanças drásticas na equipe. As novidades ficam pelos retornos do lateral-direito Nei e do volante Guiñazu, que cumpriram suspensão automática contra o Grêmio. Com isso, os volantes Glaydson e Tinga retornam para o banco de reservas. Já o lateral-esquerdo Kleber, substituído no Gre-Nal, não se queixou de dores musculares e teve a escalação garantida.

Contra o Santos, o Inter terá novamente o desfalque do argentino D'Alessandro, que ainda se recupera de um estiramento no músculo posterior da coxa esquerda. O apoiador pode retornar ao time contra o Ceará, no próximo domingo.

Peixe "embalado"

O Peixe, 14º colocado - com um jogo a menos - vem de empate no clássico contra o São Paulo e não perde há três jogos. E o Alvinegro leva vantagem nos confrontos diante do clube do sul. Em 57 partidas, foram 23 vitórias dos santistas, 14 empates e 20 êxitos dos gaúchos.

Para o confronto, o técnico Muricy Ramalho deve repetir a mesma escalação da última partida. Mais uma vez Arouca, Elano e Ibson, lesionados, serão desfalques. Assim, Pará e Adriano devem entrar no time, com Danilo sendo deslocado para o meio de campo.

- Temos que continuar lutando. Esses problemas sempre vão existir. Esses três desfalques agora, daqui a pouco perde para a Seleção. Mais para frente podemos ter jogadores lesionados. Suspensões. Sempre vai ter esses problemas. Mas tem que estar sempre crescendo, buscando e suprindo as ausências. Para ser sempre uma equipe competitiva e vencedora - explicou Henrique, que formara o meio de campo ao lado de Danilo, Adriano e Paulo Henrique Ganso.

FICHA TÉCNICA:
INTERNACIONAL X SANTOS

Estádio: Beira Rio, Porto Alegre (RS)
Data/hora: 31/8/2011 - 21h50 (de Brasília)
Árbitro: Arilson Bispo da Anunciação (BA)
Auxiliares: José R. Dias da Hora (BA) e Luiz Carlos da Silva Teixeira (BA)

INTERNACIONAL: Muriel, Nei, Bolívar, Índio e Kleber; Elton, Guiñazu, Andrezinho e Oscar; Dellatorre e Leandro Damião. Técnico: Dorival Júnior

SANTOS: Rafael, Pará, Edu Dracena, Durval e Léo; Adriano, Henrique, Elano, Ganso; Neymar e Borges. Técnico: Muricy Ramalho

Fonte: LanceNet


Desfalcado, Flamengo inicia returno contra Avaí

Rubro-Negro terá três baixas, mas poderá contar com a volta de Thiago Neves ao meio no confronto em Florianópolis (SC)

A um ponto do líder Corinthians, o Flamengo inicia o returno do Campeonato Brasileiro contra o Avaí, nesta quarta-feira, às 21h50, em Florianópolis.

Desfigurado, o Rubro-Negro tem problemas para enfrentar os catarinenses. No total, são três desfalques.

O técnico Vanderlei Luxemburgo não poderá contar com a dupla de zaga titular. Welinton está suspenso e Alex Silva sofreu um estiramento no ligamento colateral medial do joelho esquerdo.

O lateral-esquerdo Junior Cesar também está fora porque recebeu o terceiro cartão amarelo contra o Vasco, no domingo.

O treinador só confirmou que Gustavo e Angelim formarão a dupla de zaga. O substituto de Junior Cesar, por sua vez, segue indefinido. As opções são Rodrigo Alvim ou o meia Renato.

Em contrapartida, o meia Thiago Neves poderá voltar ao time. O camisa 7 se recuperou de uma lesão na coxa direita e participou dos treinos antes da partida.

Já o Avaí promete complicar a vida do Flamengo. Isso porque a equipe catarinense está embalada pela vitória no clássico contra o Figueirense. Nesse jogo, quem foi decisivo foi o atacante William, que marcou dois gols e garantiu o triunfo do Leão por 3 a 2.

O jogador não treinou na segunda-feira, quando o elenco se reapresentou, já que sentia dores musculares. Porém, de acordo com o médico Rodrigo Bolasell, William não será problema para encarar o Rubro-Negro carioca.

O zagueiro Gian, o meia Leandrinho e o volante Marcos Paulo foram liberados pelo departamento médico e ficam à disposição do técnico Toninho Cecílio. Quem também retorna é o atacante Rafael Coelho, que cumpriu suspensão.

O único desfalque do Leão é o volante Acleisson, que recebeu o terceiro cartão amarelo diante do Figueirense e precisará cumprir suspensão automática.

AVAÍ X FLAMENGO

Data: 31 de agosto
Horário: 21h50
Local: Ressacada, Florianópolis (SC)
Árbitro: Wilton Pereira Sampaio (GO)
Auxiliares: César Augusto de Oliveira Vaz (DF) e José Amilton Pontarolo (PR)

AVAÍ: Felipe, Arlan, Gustavo Bastos, Dirceu e Romano; Bruno, Diogo Orlando, Pedro Ken e Lincoln; Rafael Coelho e William. Técnico: Toninho Cecílio.

FLAMENGO: Felipe, Léo Moura, Gustavo, Angelim, Renato; Willians, Luiz Antonio, Bottinelli, Thiago Neves, Ronaldinho; Deivid. TÉC: Vanderlei Luxemburgo

Fonte: LanceNet


Um 'novo' Cruzeiro para duelo contra o Figueirense


Raposa tem oito desfalques para o duelo desta quarta. Alvinegro quer recuperação após derrota no clássico

O Cruzeiro tem muitos problemas para a partida contra o Figueirense, nesta quarta-feira, às 20h30, no Lamegão. São oito desfalques, sendo que seis jogadores que não estarão em campo fazem parte do time titular. Fábio, Naldo e Montillo estão fora por suspensão. Vitor, Wellington Paulista, Diego Renan e Ortigoza sofreram lesões no duelo contra o Atlético-MG.

Além disso, Gilberto sentiu dores no tornozelo esquerdo após o treino desta terça e também está vetado. O técnico Joel Santana faz mistério e não revela o time que vai colocar em campo no Lamegão.

- É um baita quebra cabeça. Nós perdemos posições e, ontem (segunda), ainda fui surpreendido com a situação do Vitor. Você perde um goleiro, perde um zagueiro, perde um lateral-direito, perde um jogador de meio de campo, perde um atacante. Acho que deve ter calma, paciência, equilíbrio para juntar, para ver se acerta pelo menos na escalação.

O atacante Bobô, que chegou há 12 dias, foi relacionado para a partida e será opção no banco de reservas. O centroavante não atua desde o dia 22 de maio e não tem condições físicas para suportar os 90 minutos, mas deve entrar na etapa final.

- Infelizmente, alguns companheiros machucaram. Ainda não estou 100%, mas já vinha me preparando antes de chegar ao Cruzeiro. São coisas que acontecem no futebol e temos que estar ligados. Na semana passada, o Joel comentou que o campeonato era longo, que alguns jogadores poderiam machucar e aconteceu. Agora, temos que ir para o jogo e dar o nosso melhor – destacou o jogador.

No Figueira...

O elenco do Figueirense chegou na noite de segunda-feira a Belo Horizonte e, na manhã desta terça, treinou no CT do Atlético-MG. Antes do trabalho, muita conversa para recuperar o ânimo dos jogadores após a derrota no clássico diante do Avaí.

Para o técnico Jorginho, um resultado positivo na abertura do returno do Brasileirão será muito importante para o time continuar fazendo uma boa campanha.

- Temos que entrar concentrados como entramos no primeiro turno. Temos mais 19 jogos pela frente e começar bem levanta a moral dos jogadores - disse o treinador ao site oficial.

O único desfalque alvinegro para enfrentar o Cruzeiro é o volante Wilson Pittoni, que foi convocado para a seleção do Paraguai.

FICHA TÉCNICA:
CRUZEIRO X FIGUEIRENSE

Local: Lamegão, em Ipatinga (MG)
Data/Hora: 31/8 - 20h30 (de Brasília)
Árbitro: Jailson Macedo Freitas
Auxiliares: Fabiano da Silva Ramires e Belmiro da Silva

CRUZEIRO: Rafael, Marquinhos Paraná, Léo, Cribari e Everton; Fabrício, Charles, Leandro Guerreiro e Roger; Sebá e Anselmo Ramon. Técnico: Joel Santana.

FIGUEIRENSE: Wilson, Bruno, João Paulo, Edson Silva e Juninho; Ygor, Túlio, Maicon e Elias; Wellington Nem e Júlio César. Técnico Jorginho.

Fonte: Lancenet


De olho na liderança, São Paulo recebe o Fluminense


Time do Morumbi quer vencer os cariocas para tentar a ponta. Já o Flu quer mandar a crise para longe das Laranjeiras

A partida entre os tricolores São Paulo e Fluminense promete no Morumbi. Paulistas e cariocas se enfrentam nesta quarta-feira, às 21h50, pela 20ª rodada do Brasileirão. Enquanto os donos da casa chegam para o confronto de olho na liderança, os visitantes precisarão do bom resultado positivo para subir na classificação e pensar em coisas maiores na competição.

Caso vença o jogo e conte com tropeços de Corinthians e Flamengo, o Tricolor Paulista poderá assumir de forma isolada a ponta da tabela.

Para encarar o time das Laranjeiras, Adilson Batista terá alguns problemas para escalar o São Paulo. O primeiro deles é a suspensão de Carlinhos Paraíba, expulso no jogo contra o Santos. O grande favorito para vaga do camisa 20 é Rivaldo. Assim, Cícero, que tem atuado mais a frente, recuaria um pouco mais.

Outra dúvida que apareceu de última hora é o zagueiro João Filipe. O defensor sente dores no músculo adutor da coxa esquerda e poderá perder o duelo. Caso não vá para o jogo, Xandão é o provável substituto.

Depois de começar o Brasileirão com cinco vitórias seguidas, os são-paulinos acreditam que podem dar uma arrancada dessa também no segundo turno.

- Com certeza é possível, esse é o nosso objetivo. Vencer mesmo dentro de casa como fora. Estamos focados nisso e espero que consigamos - disse Wellington.

Fluminense sob pressão

Se é possível atribuir um sentimento ao Fluminense antes da partida desta quarta-feira, contra o São Paulo, é o de preocupação. Além da chance de perder seu capitão, Fred, para o futebol turco, o técnico Abel Braga tem que lidar com a irregularidade do time e a pressão por um bom resultado no Morumbi.

- Nosso momento não é bom. Quando fui procurado pelo Fluminense, disse que cumpriria e disse que a diretoria tinha o direito de romper com a palavra em razão do momento do time, da pressão por resultados... Só vou sofrer e deixar de ser feliz até determinado ponto, assim como um clube aguarda por resultados até determinado ponto - declarou o treinador.

Preocupado com o resultado contra o São Paulo - e o poder ofensivo do adversário, Abelão testou nesta terça-feira uma escalação com três volantes, indicando assim uma postura mais defensiva. Outra novidade no time titualr foi a entrada de Ciro, que não vinha sequer sendo aproveitado nos últimos jogos, exceção feita ao clássico contra o Botafogo.

- Sempre é complicado jogar contra o São Paulo no Morumbi. Temos de estar organizados e ter um bom volume de jogo. O São Paulo tem um conjunto muito forte: Rogério (Ceni), Dagoberto, Casemiro, Rivaldo, Lucas...Mas precisamos vencer - declarou o goleiro Diego Cavalieri.

Além dos problemas dentro de campo, o Fluminense enfrenta também a questão da possível negociação do atacante Fred para o Galatasaray, da Turquia. Segundo a diretoria tricolor, ainda não houve uma proposta oficial por parte turca.

A janela de transferências para a Europa fecha nesta quarta-feira. Porém, por conta dos escândalos de corrupção no campeonato do país, os clubes de lá terão cinco dias a mais para contratações.

FICHA TÉCNICA:
São Paulo X Fluminense

Estádio: Morumbi, São Paulo (SP)
Data/hora: 31/8/2011 - 21h50
Árbitro: Elmo Alves Resende Cunha (GO)
Auxiliares: Roberto Braatz (PR) e Cristhian Passos Sorence (GO)

SÃO PAULO: Rogério Ceni, Piris (Jean), João Filipe (Xandão), Rhodolfo e Juan; Wellington, Casemiro, Cícero e Rivaldo; Lucas e Dagoberto. Técnico: Adilson Batista

FLUMINENSE: Diego Cavalieri; Mariano, Gum, Márcio Rosário e Carlinhos; Edinho, Diogo, Fernando Bob e Lanzini; Ciro e Fred. Técnico: Abel Braga.


Fonte: LanceNet